O escrever é o sentido ilimitado do sentir, sensação perdura doura e remotamente ilusória da nossa espécie, o símbolo de um A rapidamente se transforma num conjunto de símbolos que significa a união da imperfeição “AMOR”, nele reside a nova era, a era da devoção e da contempalação, divindade genuína e ambiciosa, faz com que seres se aproximem da perfeição unívoca.
Nesta nova era deparou-me com um mundo sombrio, obscuro, mortificador e tendenciosamente fascinante e profundo, o mistério invasor e aterrador descobre em mim vicissitudes e esmiúça o que de “uno” poderia ter. Aqui sentado uma voz sublime e doce faz de mim seu escravo, suscitando em mim toda a admiração e devoção de quem é imperfeito e se ilude com as coisas belas. Obtendo um estímulo de veras exponencial de toda a capacidade subjectiva de interpretar símbolos sigo percorrendo o mar da descoberta, sem nunca dar lugar ao “certo”, mas sim ao mistério que do certo advém.
As minhas memórias confundem-se com o tempo, nelas navego e por elas vivo, suscito um sentimento mórbido de viver o que vivi, excluindo o que poderei viver, porque tudo o que vivi é sentimento e nele me conforto e deleito no seu esplendor.
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